-texto-

...Mas ali eu estava, vivendo aquela história de amor, estava distante, em outra cidade, outro país. Um dia contei as novidades pelo messenger e uma amiga disse : "que filme!"
-Isso mesmo, nossa. Que filme!
E decidi ficar ali. Escrevendo a história de amor que meu coração, sempre apaixonado, sonhou. Me rendi aos clichês, não tive medo de nada. "Casei", morei junto, dividi as contas, 24hrs ao lado dela, o poeta apaixonado.
O amor é uma coisa muito louca!
Experienciamos os melhores sentimentos quando estamos amando, quando estamos apaixonados.
Comigo é assim, eu me apaixono, eu começo a amar e tudo isso enche meu corpo, minha alma, eu simplesmente TRANSBORDO, a ponto de querer amar todo mundo, TODO MUNDO, incluso árvores, rios, montanhas, blueberry bushes, e até o amiguinho ali do lado...
(PARENTESES)
-Enfim, há tantas histórias de amor para contar que na intenção de escrever um texto triste, me perco e alegro-me muito por ter tantos amores e todos esses amores fazem parte de mim e me alegram, e fazem viver e querer viver de AMOR.- (CLOSE PARENTESES)
A rotina parecia de filme, (filme americano -dã), aqueles de romance bem lindos e fofos que fazem todo mundo viajar na maionese. -Mentira, rs-
Foram meses acordando ao lado dela, cozinhando juntas e amando. Eu parecia ter entrado em um mundo paralelo, tinha meu amor e o cachorro para cuidar.
Trabalhávamos juntas e partilhei TODAS as minhas 24horas, durante 7 meses com ela e quando digo todas, são todas mesmo! Vez ou outra eu fugia para tomar banho sozinha mas ela sempre me seguia. rs.
Nunca imaginei que EU, euzinha, aguentaria tanto tempo com alguém do meu lado. Alguns meses foram difíceis sim, queria meus amigos, queria ficar sozinha, me queria de volta, queria minha língua, queria me expressar por inteiro no idioma que nasci e não conseguia. Em todas as bads, ela estava ali, lutando comigo, tendo também, suas bads e não nos deixamos a sós.
Foram meses maravilhosos, experimentei um amor intenso, um amor companheiro, sempre ao meu lado, um amor que nasceu na primeira hora que os olhos se cruzaram e nunca mais nos separamos.
Mas os filmes, têm que acabar. E acabou da forma mais linda, sem brigas, com aquele toque de "será?".
Deixei voar (literalmente). Ela se foi. E a vida continua. Como um netflix da vida real, procuro em meus passos o próximo filme.

~~

(tic tac)

~~

Aqui estou eu. A cama vazia e a flechinha de 'visualizado'.
Não há como escapar e não há como não sofrer.
É como todos os términos, independente. A dor é a mesma. A saudade, a lembrança que arde, a foto que faz a gente chorar, é como ferida.
Meu coração expandiu tanto de amor, deixei-o aberto e agora a ferida está aqui, esperando cicatrizar.
Não vou dizer que é uma coisa ruim, pois todo sofrimento nos traz, com intensidade maior, aprendizado.
MAS DÓI.
Ai eu penso, qual o sentido disso tudo? Não sei. Acho que devo apenas aceitar. Vai ser assim e sempre será!
Eu tinha um medo, um medo muito grande de me entregar a alguém, pois sabia que no final sempre iria sair magoada e machucada, as vezes, destruída.
Vez ou outra eu tentava, tentava fazer tudo diferente mas nunca deu certo.
Concluo que é isso. Não tem q dar certo. O que é dar certo?
Temos que desconstruir essa ideia de casal perfeito, do relacionamento de 7 - 10 anos , 100 anos. Eterno. Nada é feito para ser eterno! A gente morre! O outro morre! Todo mundo vai morrer e isso é normal, natural.
Todo esse medo nos deixa inseguras sobre o amor, não o aproveitamos tanto ou as vezes ele é tão destrutivo que todas as esperanças acabam, a gente se fecha, não vive, não ama.
As noites são solitárias, as vezes eu choro. Quero-a de volta, quero-a comigo, quero voar pros braços dela, quero voltar ao passado e viver tudo de novo. Mas não!
Não da. Não posso. Não é possível, no way...
Enfim, a vida é isso. É cair e levantar. É aguentar a dor e ter esperança.
Eu sei que isso vai passar e vai durar o tempo que precisa durar e vai doer e vai sarar.

Deixar um amor livre não é fácil.

Amanhã será outro dia e todo dia é uma oportunidade. Não tenho mais medo de amar, se for para acontecer vai acontecer e tudo que virá virá em pró ao nosso crescimento.
Amar é deixar ir. Amar é vê-la voar e ver-me voar sem ela. Amar é tomar conta de mim e confiar que ela tomará conta dela. Amar também é chorar e derramar a dor da saudade, amar é respeitar o espaço do outro e deixar que os ventos sincronizem nossas energias novamente.
Amar é amar.

~~

"Vai doer
Vai durar
Nada impede a onda de passar

Vai sofrer
Vai chorar
Nada impede a onda de passar

Vai partir
Vai voltar
Vai morrer por amar

Amanhã eu estarei de partida
Deixo minhas velas soltas no ar
Quem manda no meu caminho é o vento
Quem dita o meu destino é o mar

Viajando sem salva-vidas
Navegando na contra-mão
Vou contando as estrelas no céu
Procurando o horizonte, o chão.
-Esteban , Tango Novo"






domingo, 18 de dezembro de 2016 às 02:31 , 0 Comments

A insônia parece que é incentivada.
Como se meu corpo de poeta dissesse "Sofre, mais um pouquinho, sofre mais, isso! Não dorme."
Dai eu fico aqui, perdendo-me em devaneios.
Existe uma tal solidão por aqui que não sei explicar. Eu percebo isso sempre que tenho muito acesso à internet, ou quando estou em casa tentando ser "exemplo" ou tentando ser reconhecida pelos meus pais.
Porque a gente exige tanta atenção?
Essa internet me dá angústia, é viciante. E fico ali, de 15 em 15 minutos entrando no facebook pra ver se alguem falou comigo ou se tenho algum like/comentário na minha timeline.
Para mim, é um processo viciante que ninguém da conta.
enfim. vou desligar isso.
adios!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016 às 01:54 , 0 Comments

Permitir-se até na dor, mas com amor.

Um dia a gente volta, um dia a gente lembra.
Aquele amor, aquele amor que machucou, aquele amor mal resolvido, aquele amor que ficou.
Dias, meses, anos se passam... A saudade fica.
Como todo ser humano que gosta de sofrer, me permiti. Sempre permito-me a sentir, o que for.
A gente vê as fotos, coloca aquela música triste da fossa do término, a gente lembra dos momentos, dos carinhos, do último reencontro, do último beijo.
A gente imagina se encontrar na estrada da vida, mesma cidade. Por onde anda meu antigo amor?
As vezes não vale a pena.
Lembro-me de quanto sofri, de quanto chorei, porém, hoje estou mais forte, aguento a pancada e vou cutucando.
A gente se preocupa, a gente sonha, a gente se pergunta.
Está feliz? Valeu a pena?
A gente responde "Sim, bem melhor sem mim."
Que voe meu amor.
Anonimamente mando meu amor, mando meu sofrimento também (pro alto), meu coração que sente, e sente muito. Deu vontade de chorar, mas passou em três segundos ao ver tanta fotos lindas, tantas aventuras e aquele sorriso que derretia meu coração, que um dia foi só meu.
Escrevo para exalar o sentimento, para não guardar aqui dentro, que culpa tenho de sentir?
É tão belo e dói. A dor traz um sentimento bom até, deixo-me sentir isso, e peço que seja suave, que não bata para matar, como um dia bateu sem perdão e estraçalhou meu coração.

Então... Tiro a noite para sofrer por ela, isso apenas porque, eu quero.

Como eu queria vê-la de novo, como queria me apaixonar de novo por ela, contar todas as coisas que fiz, tudo que aprendi, começar do zero, segurar em sua mão, vem comigo. Mas não! Permito esses pensamentos passarem, mas logo mando-os embora, não vou alimentar esse sofrimento, nem jogar pro alto toda barreira construída.
Não sei porque, mas não sei de nada.
Sinto saudades sim e digo que se vê-la passando com aquele sorriso, meu mundo cai.
Mas voe meu amor. Voe por outros ventos, por outras direções.
Eu voo por aqui, pego sim, qualquer corrente e vou.
Minhas felicitações que nunca serão ditas, apenas publicadas nesse blog qualquer, mais como uma confissão jogada por ai.
Nunca vou saber se foi lida, do mesmo modo que nunca saberei se pensas em mim ainda.
Não ligo, escrever me faz sentir melhor.
Eu lembro da poesia que nasceu em mim naqueles dias.
Fui poeta apaixonado! Fazia verso todo pensamento seu, fazia poesia com as linhas do seu cabelo, sonhei e sonhei, sonhei muito e sonhei belo, lindo, roxo.

Fui poeta apaixonado.

~~*

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016 às 22:30 , 0 Comments

"Teria paz se não houvesse sangue...'

~Anoiteceu, eu caminhei a semana inteira por essa cidade, os prédios, os carros, o barulho...
Tanto barulho.
De relance eu vejo algumas memórias, fecho os olhos e analiso cada passo meu~

Queria fazer mais músicas, queria expressar-me melhor, queria tanta coisa...
As vezes acho que é pedir de mais.
Não posso esperar nada dessa vida, só posso fazê-la ser melhor, melhor para mim, melhor para todos.
Também acho que é pedir de mais.
Não devo explicações, mas sinto tanta coisa.
É como quando o poeta perde sua poesia e mergulha de cabeça nesse mar de sentimentos,
a cabeça chega até a doer.

~She's lost control ~~

Houve então uma pequena explosão, meu coração pareceu fragmentar-se em mil pedaços, corri...
Manter a calma as vezes é perigoso, perdê-la então, mais ainda.
É certo: Não há um jeito seguro de viver, tampouco um jeito certo.
Somos seres tão complexos, cada coração um universo, cada coração um mundo, cada mente mil sonhos, a minha, não tão diferente da sua, e a nossa, junção extrema de universos, os meus, em colapso, desmontando, explodindo, eu não entendo mais nada, não sei...

Oh, love hurts darling. There is some kind of beauty on this.





~~"Vai doer, vai chorar, nada impede a onda de passar"

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 às 01:35 , 0 Comments

O céu meio branco. Da janela do escritório consigo vê-lo. Mais um dia como o de ontem, na massiva rotina do trabalhador. A cafeteira sempre quente, um cigarro atrás do outro, o cafézinho da tarde. Até que meu trabalho me da prazer, não é como tantos trabalhos que vemos por aí. Vejo os prédios pela metade e quando coloco a cabeça para fora da janela, as árvores da praça da republica continuam ali, no meio daquela imensidão cinza, quando o sol baixa, fica tudo alaranjado, vejo as pessoas passando na rua, atravessando ruas frente aos carros que disputam com as bicicletas da ciclovia, vejo os policiais dando enquadros e um casal se despedindo com um longo beijo, vejo pessoas se encontrando. Observo a vida pela janela daquele 10º andar. O tempo passa depressa aqui dentro...
E os dias são assim, sempre assim... Perdido nos devaneios da minha mente, solitário. Não ter alguém para compartilhar é o convite para as conversas mais intensas e verdadeiras com todas as partes do meu corpo, aquela luta eterna da mente e coração. Não coração, não...
Encontro em mim muitas coisas, entre tormentos e medos e também paz. As lembranças dos amigos, dos amores, dos animais de estimação sempre me visitam. Reencontrar seu eu perdido, reencontrar em si, aquela ânsia de viver, aqueles velhos hábitos que fazem ser quem eu sou, particular e unicamente meus. Ah, meus lugares favoritos, a paisagem do caminho ao trabalho, cada centímetro daquela rua. Mais um dia como o de ontem, com as mesmas conversas internas. Sem respostas.
O prazer mesmo é adivinhar. Me perco nas suposições, observo sempre do lado de fora e o coração dessa vez não deixa a mente enlouquecer. Equilíbrio estranho.
Tenho meus passos, meus toques e passo sempre na mesma calçada, não sei porque.
Uma mania assustadora de manter o controle e um descontrole assustador para se descontrolar.
E eu costumava ser tão certo das coisas.
E eu espero ela passar...
Observo cada centímetro de seu corpo, cada compasso de seus passos, o modo que se movimenta, a cor de seus olhos, adoro o modo que ela se distrai. Eu espero ela passar...
Passou...
De volta ao apartamento pequeno, colchão no chão, pratos e copos ao lado, tudo espalhado.
Não lembro quando decidi morar sozinho, mais que chatice. Vou ler um livro.
Café, cigarro, janela.
Dessa janela eu observo os pássaros voando pelos prédios, as casinhas com roupas no varal, a criança brincando de bola, logo ali vejo a favela, o som do baile, o pagode do barzinho da esquina, a pipa no céu.
Mais uma noite como a de ontem e eu espero ela passar.
Dessa vez em meus sonhos, enquanto durmo. Ela passa, mas dessa vez para, me beija, se joga na minha cama, me ama. Acordo sem café, acordo sem cigarro, não tem nada nessa casa, mais uma vez minha presença.
-Bom dia, digo em voz alta para o espelho.
Sento na escrivaninha, vou escrever aquele romance...
Refletindo quão deprimente parece minha vida, me da até alegria, talvez nem seja tão deprimente assim. Eu me perco cada vez que fecho os olhos e me encontro de novo qualquer hora entre os devaneios, já estou acostumado.
Eu olho por todas as janelas, calmo, sereno, a observar tudo ao redor, espero.
Quero tanta coisa mas só espero. Querê-la é como esperar o fruto cair da árvore, mentalizo "Fique a vontade". Só eu sei o quanto o quero, mas só vou tê-lo se ele quiser e cair. Mais ou menos assim, acho. Minhas vontades quase chegam a me torturar que as vezes nem sei bem se é saudável, se penso de mais e faço de menos, mas espero.
De alguma forma sou um bom observador, as atitudes das pessoas, quando elas se perdem em devaneios, ficam longe, como eu olhando a janela, todo conjunto das últimas semanas, as brigas, as lágrimas, as explosões, a maioria das vezes nem é preciso explicar. Tem coisas que não é possível explicar.
Esse romance nunca sai, fico aqui parado pensando do que escrever e nunca sai.
Cansei, não vou trabalhar.
Mais um dia como uns outros dias atrás, em casa. Café, cigarro, um filme até adormecer...
Vou esperar ela passar.











segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016 às 23:59 , 0 Comments